Mario -
23h20 - Relato final. O ônibus chacoalha muito, e será
um relato tremido.
Depois
de tantos nos felicitarmos de uma viagem sem atropelos, acordamos
cedo para fazer compras, aproveitando os preços bolivianos -
muito bons. Tênis é a melhor parada - metade do
preço do Brasil. Fiquei triste de não comprar uma
calça também, mas não sei se vocês sabem
que em todos os países que passamos, à
exceção do Brasil (é claro), as lojas fecham
para o almoço.
Compras
feitas. Rumo ao aeroporto.
Qual
nossa surpresa, ao efetuar o check-in, descobrimos que
tínhamos que pagar uma tal de taxa de aeroporto, só
em espécie! E nós com 6 bolivianos na carteira.
Desespero total! Depois de bater um pouco de cabeça,
descobri que em bancos credenciados era possível sacar
dinheiro no cartão, sem senha.
Convenci
o taxista a me levar ao centro no risco de não dar
certo. Mas deu. Corremos para uma agência bancária -
muito bonita por sinal - e sob total terror de perder o vôo
consegui sacar o dinheiro e retornar ao aeroporto.
Depois disso, só alegria. Tomei uns 5 copos de vinho e vim
brincando com uma menina boliviana-francesa de 5 anos. Agora estou
em São Paulo. São 23h56, e vou embarcar em meu
ônibus para o Rio. Muito bom ouvir português
novamente.
O fim desta história feliz deixo para o Arthur relatar.
Demais essa viagem. Ao final, tudo termina bem.
Fui
!!!
Arthur -
Último dia! Já escrevo de casa, ainda animado,
pilhado!
Fizemos compras pela manhã; comprei um tênis Lotto
baratinho, bem legal. Aí começaram as
"esquisitices".
Ao chegar no aeroporto, sem dinheiro e duas horas antes do
vôo, descobrimos que tínhamos que pagar 25
dólares cada um de taxa de aeroporto. As taxas de
embarque a gente já tinha pago ao comprar a passagem, essa
era outra taxa! E não aceitava cartão! Desespero! Mas
tudo acabou bem, graças ao número
de emergência do cartão de crédito. Mario
foi buscar o dinheiro no banco.
Depois
do susto, veio a polícia. Passamos para a área
de embarque, e então um policial implicou comigo e revistou
toda a bagagem de mão, chegando a lamber peças de um
jogo de xadrez que comprei pra um amigo. Enfiou uma
chave dentro de um doce que comprei pra Lu, e fez
várias perguntas sobre as compras que fiz.
Enfim,
a viagem de volta. Horas de vôo até
São Paulo, e depois 6 horas de ônibus
até Niterói. Que alegria o retorno! Foi realizado o
sonho da viagem pela América Latina! Muitos presentes,
milhões de histórias e um gosto de
felicidade na alma. Valeu Mario, irmão sem ser de sangue!
Valeu, um beijo a todos que tiveram paciência de ler esse
relato! Agora é partir para outra !!
Legenda: Estátua de um condor numa
praça em Cochabamba, último ponto da
viagem.