Home Data de criação : 07/03/23 Última atualização : 07/05/05 17:36 / 23 Artigos publicados
 

Dia 20 - 23/08/2005  escrito em quarta 02 maio 2007 03:37

Mario  - 23h20 - Relato final. O ônibus chacoalha muito, e será um relato tremido.
             Depois de tantos nos felicitarmos de uma viagem sem atropelos, acordamos cedo para fazer compras, aproveitando os preços bolivianos - muito bons. Tênis é a melhor parada - metade do preço do Brasil. Fiquei triste de não comprar uma calça também, mas não sei se vocês sabem que em todos os países que passamos, à exceção do Brasil (é claro), as lojas fecham para o almoço.
             Compras feitas. Rumo ao aeroporto.
             Qual nossa surpresa, ao efetuar o check-in, descobrimos que tínhamos que pagar uma tal de taxa de aeroporto, só em espécie! E nós com 6 bolivianos na carteira. Desespero total! Depois de bater um pouco de cabeça, descobri que em bancos credenciados era possível sacar dinheiro no cartão, sem senha.
             Convenci o taxista a me levar ao centro no risco de não dar certo. Mas deu. Corremos para uma agência bancária - muito bonita por sinal - e sob total terror de perder o vôo consegui sacar o dinheiro e retornar ao aeroporto.
              Depois disso, só alegria. Tomei uns 5 copos de vinho e vim brincando com uma menina boliviana-francesa de 5 anos. Agora estou em São Paulo. São 23h56, e vou embarcar em meu ônibus para o Rio. Muito bom ouvir português novamente.
              O fim desta história feliz deixo para o Arthur relatar. Demais essa viagem. Ao final, tudo termina bem.
              Fui !!!

Arthur - Último dia! Já escrevo de casa, ainda animado, pilhado!
              Fizemos compras pela manhã; comprei um tênis Lotto baratinho, bem legal. Aí começaram as "esquisitices".
              Ao chegar no aeroporto, sem dinheiro e duas horas antes do vôo, descobrimos que tínhamos que pagar 25 dólares cada um de taxa de aeroporto. As taxas de embarque a gente já tinha pago ao comprar a passagem, essa era outra taxa! E não aceitava cartão! Desespero! Mas tudo acabou bem, graças ao número de emergência do cartão de crédito. Mario foi buscar o dinheiro no banco.
              Depois do susto, veio a polícia. Passamos para a área de embarque, e então um policial implicou comigo e revistou toda a bagagem de mão, chegando a lamber peças de um jogo de xadrez que comprei pra um amigo. Enfiou uma chave dentro de um doce que comprei pra Lu, e fez várias perguntas sobre as compras que fiz.
              Enfim, a viagem de volta. Horas de vôo até São Paulo, e depois 6 horas de ônibus até Niterói. Que alegria o retorno! Foi realizado o sonho da viagem pela América Latina! Muitos presentes, milhões de histórias e um gosto de felicidade na alma. Valeu Mario, irmão sem ser de sangue! Valeu, um beijo a todos que tiveram paciência de ler esse relato! Agora é partir para outra !!

Legenda: Estátua de um condor numa praça em Cochabamba, último ponto da viagem.
            

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